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	<title>Fímbria Lunática &#187; retrospectiva</title>
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	<description>Cultura pop para quem é wannabe cult!</description>
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		<title>Os Anos 2.000 &#8211; Populismo 2.0</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Jan 2010 20:07:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mohajar</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois de quase um mês, hoje inicia-se a segunda (e última) parte da série Os Anos 2.000. E para retomar o assunto, ninguém melhor do que o homem que mudou todo o marketing político no ano passado: Barack Obama.

Quando preciso sintetizar em uma oração o porquê dele ter sido tão especial, costumo dizer que é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de quase um mês, hoje inicia-se a segunda (e última) parte da série <strong><a href="http://fimbria.com.br/tag/retrospectiva/">Os Anos 2.000</a></strong>. E para retomar o assunto, ninguém melhor do que o homem que mudou todo o marketing político no ano passado: <strong><a href="http://www.barackobama.com/">Barack Obama</a></strong>.</p>
<p><a href="http://www.barackobama.com/"><img src="http://fimbria.com.br/wp-content/uploads/2010/01/3160987081_d7843b0f9a.jpg" alt="barack-obama-person-of-the-year" title="barack-obama-person-of-the-year" width="375" height="500" class="aligncenter size-full wp-image-615" /></a></p>
<p>Quando preciso sintetizar em uma oração o porquê dele ter sido tão especial, costumo dizer que é por ter sido pioneiro no uso correto da <em>web 2.0</em> em campanhas políticas, mas aqui posso ser mais detalhista: <strong>Obama</strong> reinventou a forma de <strong>comunicar-se com os eleitores</strong>, <strong>arrecadar doações</strong>, <strong>organizar voluntariado</strong>, <strong>gerenciar reações</strong> da imprensa e da opinião pública, <strong>ganhar votos</strong>.</p>
<p><img src="http://fimbria.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Captura-de-tela-2010-01-24-às-17.22.17.JPG" alt="obama-logo" title="obama-logo" width="442" height="124" class="aligncenter size-full wp-image-616" /></p>
<p>Para não deixar este post muito longo, eu dei uma pequena adaptada no <strong>slideshow</strong> (vulgo <em>PowerPoint</em>) que eu fiz quando tive que dar uma aula sobre o case no ano passado. Fugiremos do modelo de texto corrido, mas é tanto conteúdo que o post tornaria-se massante da forma tradicional.</p>
<div style="width:425px;text-align:left" id="__ss_2982074"><a style="font:14px Helvetica,Arial,Sans-serif;display:block;margin:12px 0 3px 0;text-decoration:underline;" href="http://www.slideshare.net/mohajar/case-obama-2982074" title="Case Obama">Case Obama</a><object style="margin:0px" width="425" height="355"><param name="movie" value="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=caseobama-100124132411-phpapp02&#038;stripped_title=case-obama-2982074" /><param name="allowFullScreen" value="true"/><param name="allowScriptAccess" value="always"/><embed src="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=caseobama-100124132411-phpapp02&#038;stripped_title=case-obama-2982074" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="355"></embed></object>
<div style="font-size:11px;font-family:tahoma,arial;height:26px;padding-top:2px;">View more <a style="text-decoration:underline;" href="http://www.slideshare.net/">presentations</a> from <a style="text-decoration:underline;" href="http://www.slideshare.net/mohajar">Mohamad Hajar Neto</a>.</div>
</div>
<p>Toda essa campanha teve coordenação da <a href="http://www.bluestatedigital.com/">Blue State Digital</a>, a agência de marketing contratada por <strong>Dilma Rousseff</strong> para coordenar sua campanha 2010. Foi uma ótima sacada do <strong>PT</strong> esta contratação, porém, eles não souberam escolher o candidato e por isso eu aposto na falha da versão brasileira deste case. <strong>Obama</strong> já tinha um estereótipo destinado ao <strong>populismo</strong>: negro, jovem, carismático, visionário. Ele é a personificação do slogan <strong>Change</strong> (mudança)! A campanha digital foi, digamos, a forma de comunicar ao público que ele era tudo isso, não foi inventado um perfil pra ele. Já a brasileira é velha, sem carisma, quadrada e com passado duvidoso. Sinceramente? Campanha alguma vai transformá-la numa liderança nacional.</p>
<p>Leia os outros artigos da série <a href="http://fimbria.com.br/tag/retrospectiva/">Os Anos 2.000</a>:<br />
1. <a href="http://fimbria.com.br/2009/12/01/os-anos-2-000-intro/">Retrospectiva da Era da Informação</a><br />
2. <a href="http://fimbria.com.br/2009/12/04/os-anos-2-000-voce-comanda-a-tv/">Você comanda a TV!</a><br />
3. <a href="http://fimbria.com.br/2009/12/09/os-anos-2-000-itunes-store/">Entretenimento sob demanda</a><br />
4. <a href="http://fimbria.com.br/2009/12/15/os-anos-2-000-o-artista-e-voce/">O artista é você!</a><br />
5. <a href="http://fimbria.com.br/2009/12/22/os-anos-2-000-o-mundo-no-seu-bolso/">O mundo em seu bolso!</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Os Anos 2.000 &#8211; O mundo no seu bolso!</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Dec 2009 17:25:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mohajar</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dando sequência na retrospectiva da década, este artigo vai falar de uma revolução recente. Já fazia algum tempo que Palms e Blackberries tentavam levar informação just-in-time para as pessoas, mas foi em 2007 que a Apple tirou os smartphones do mundo corporativo e levou para a casa dos reles mortais. Em julho de 2007 era [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dando sequência na <strong><a href="http://fimbria.com.br/tag/retrospectiva/">retrospectiva da década</a></strong>, este artigo vai falar de uma revolução recente. Já fazia algum tempo que <strong>Palms</strong> e <strong>Blackberries</strong> tentavam levar informação just-in-time para as pessoas, mas foi em 2007 que a <strong>Apple</strong> tirou os smartphones do mundo corporativo e levou para a casa dos reles mortais. Em julho de 2007 era lançado o <strong>iPhone</strong>.</p>
<div id="attachment_505" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img src="http://fimbria.com.br/wp-content/uploads/2009/12/iphone-steve-jobs.jpg" alt="Jobs e sua criação" title="iphone-steve-jobs" width="450" height="328" class="size-full wp-image-505" /><p class="wp-caption-text">Jobs e sua criação</p></div>
<p>Qual o diferencial sobre quem já tentava isso há anos? São vários! Ao contrário do complicadíssimo <strong>BlackBerry</strong>, o uso do <strong>iPhone</strong> é extremamente intuitivo: a tela sensível ao toque, a organização dos aplicativos, a forma de navegar no sistema, tudo. A velocidade do processador e da resposta ao toque deixou qualquer <strong>Samsung</strong> ou <strong>Nokia</strong> no chinelo. A <strong>App Store</strong> acabou com o mercado do <strong>Windows Mobile</strong> e do <strong>Palm</strong>.</p>
<p><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/qw4l1ljViTU&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;color1=0x234900&#038;color2=0x4e9e00"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/qw4l1ljViTU&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;color1=0x234900&#038;color2=0x4e9e00" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
<p>Mas OK, até aqui é apenas um novo celular <em>ultra-moderno</em>, afinal, o que fez do <strong>iPhone</strong> algo tão revolucionário? Como sugere o título do artigo, ele trouxe o mundo para nossos bolsos! A <strong>App Store</strong> (que não deixa de ser uma extensão da i<strong>Tunes Store</strong>) tornou acessíveis vários aplicativos interessantíssimos que, aliados a tecnologias do <strong>iPhone</strong> como <em>acelerômetro</em>, <em>GPS</em>, <em>bússola</em> e outras, fazem coisas até então inimagináveis!</p>
<p><span id="more-502"></span><br />
Quem pensaria um ano atrás em <a href="http://idgnow.uol.com.br/telecom/2008/08/19/itau-lanca-internet-banking-para-iphone/">acessar saldo, extrato e até fazer transferências pelo celular</a>? Ou então em <a href="http://www.apple.com/br/iphone/iphone-3gs/maps-compass.html">encontrar seu destino pelo aparelho, mesmo sem um endereço exato em mãos</a>? Que tal <a href="http://espacoiphone.com/2009/07/16/aplicativos-para-iphone-iradar-brasil-2-0/">um alarme que te avisa cada vez que um radar de velocidade está próximo</a>? Acompanhar <a href="http://googlereader.blogspot.com/2008/05/brand-new-google-reader-for-iphone.html">notícias e blogs pelo celular</a>? <a href="http://macmagazine.uol.com.br/2009/03/04/amazoncom-lanca-kindle-para-iphonesipods-touch/">Ler livros na tela do celular</a>? <a href="http://www.apple.com/br/iphone/iphone-3gs/mail.html">Receber e enviar e-mails, bem como anexos</a>? <a href="http://www.nimbuzz.com/pt/about">Acessar MSN e até mesmo fazer ligações gratuitas via Skype</a>? Ou então um <a href="http://macmagazine.uol.com.br/2009/03/09/um-personal-trainer-no-iphoneipod-touch/">controlador de exercícios</a>, tipo um <em>personal trainer</em>? Um localizador de estabelecimentos específicos, como <a href="http://www.brainstorm9.com.br/2009/03/17/heineken-lanca-aplicativo-brasileiro-para-iphone/">bares</a> ou<a href="http://www.apontador.com.br/produtos/blog/?p=130"> postos de gasolina</a>? Sua mãe esperava que um dia o celular fosse <a href="http://www.blogdoiphone.com/2009/02/ilist-touch-sua-lista-completa-de-compras-em-portugues/">auxiliar nas compras do mês</a>?<br />
<em>Clique nos trechos do texto acima para saber mais sobre cada uma das funções listadas.</em></p>
<div id="attachment_506" class="wp-caption aligncenter" style="width: 360px"><img src="http://fimbria.com.br/wp-content/uploads/2009/12/billionapps.jpeg" alt="Em menos de 1 ano, a App Store já alcançou mais de 1 bilhão de downloads!" title="billionapps" width="350" height="326" class="size-full wp-image-506" /><p class="wp-caption-text">Em menos de 1 ano, a App Store já alcançou mais de 1 bilhão de downloads!</p></div>
<p>Eu poderia passar horas listando as coisas que podem ser feitas com o <strong>iPhone</strong> usando os aplicativos desenvolvidos para ele, mas acredito que todos já entenderam a relevância do aparelho. Então quando alguém disser que ele não tem nada de especial, lembre! Muito mais do que unificar câmera, <strong>iPod</strong> e telefone, o <strong>iPhone</strong> deixou o mundo a um toque na tela de distância!</p>
<p>Leia os outros artigos da série <a href="http://fimbria.com.br/tag/retrospectiva/">Os Anos 2.000</a>:<br />
1. <a href="http://fimbria.com.br/2009/12/01/os-anos-2-000-intro/">Retrospectiva da Era da Informação</a><br />
2. <a href="http://fimbria.com.br/2009/12/04/os-anos-2-000-voce-comanda-a-tv/">Você comanda a TV!</a><br />
3. <a href="http://fimbria.com.br/2009/12/09/os-anos-2-000-itunes-store/">Entretenimento sob demanda</a><br />
4. <a href="http://fimbria.com.br/2009/12/15/os-anos-2-000-o-artista-e-voce/">O artista é você!</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Os Anos 2.000 &#8211; O artista é você!</title>
		<link>http://fimbria.com.br/2009/12/15/os-anos-2-000-o-artista-e-voce/</link>
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		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 12:58:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mohajar</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Talvez esta parte da retrospectiva seja a única que já virou teoria ensinada em salas de aula &#8211; tudo graças a Chris Anderson, que publicou o livro The Long Tail (A Cauda Longa no Brasil). O nome peculiar faz referência ao gráfico de popularidade, que teve a seguinte mudança após o surgimento de algumas ferramentas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Talvez esta parte da retrospectiva seja a única que já virou teoria ensinada em salas de aula &#8211; tudo graças a <strong>Chris Anderson</strong>, que publicou o livro <a href="http://www.thelongtail.com/"><strong>The Long Tail</strong></a> (<strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Cauda_Longa">A Cauda Longa</a></strong> no Brasil). O nome peculiar faz referência ao gráfico de popularidade, que teve a seguinte mudança após o surgimento de algumas ferramentas nos últimos anos:</p>
<div id="attachment_470" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="http://fimbria.com.br/wp-content/uploads/2009/12/500px-Longtail.png" alt="Eixo X são os artistas, saindo do mainstream (esq.) e indo até o underground (dir.). Eixo Y é a popularidade. A linha azul representa o século passado: enorme popularidade dos grandes artistas e valores próximos a zero para os alternativos. A linha vermelha representa os anos 2.000: a popularização dos artistas de nicho e a redução leve dos popstars." title="longtail" width="500" height="333" class="size-full wp-image-470" /><p class="wp-caption-text">Eixo X são os artistas, saindo do mainstream (esq.) e indo até o underground (dir.). Eixo Y é a popularidade. A linha azul representa o século passado: enorme popularidade dos grandes artistas e valores próximos a zero para os alternativos. A linha vermelha representa os anos 2.000: a popularização dos artistas de nicho e a redução leve dos popstars.</p></div>
<p>Esta mudança no comportamento do mundo artístico todos já percebemos, mas quem são os culpados? O primeiro já falamos no artigo anterior: o <strong>download ilegal</strong>. Se as grandes gravadoras o abominaram, os artistas em geral o <em>adoraram</em>. Isso principalmente porque uma mídia que custava caro pra prensar agora era desnecessária: era só alugar algumas horas em um estúdio e soltar seu arquivo <em>mp3</em> na web! Este foi o primeiro passo, mas ainda não era suficiente, pois não havia uma organização de conteúdo, era tudo baseado na indidação de amigo. Para o mainstream, a <strong>iTunes Store</strong> solucionou o problema organizacional, mas para o underground, foram as <strong>redes sociais</strong> as salvadoras da pátria!</p>
<div id="attachment_472" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="http://fimbria.com.br/wp-content/uploads/2009/12/arctic-monkeys-myspace-500x292.png" alt="E a tal geração MTV começa a perder espaço para a geração MySpace!" title="arctic-monkeys-myspace" width="500" height="292" class="size-full wp-image-472" /><p class="wp-caption-text">E a tal geração MTV começa a perder espaço para a geração MySpace!</p></div>
<p>Apesar de já ter sido desbancado pelo <a href="http://www.facebook.com/">Facebook</a> como <em>a maior rede social do mundo</em>, o <a href="http://www.myspace.com/">MySpace</a> foi a rede social pioneira. A proposta era sensacional: o usuário cria uma conta, escreve um perfil falando sobre si e faz o upload de suas músicas. Os dados preenchidos no perfil facilitavam a segmentação, possibilitando que o público encontrasse exatamente o que queria ouvir. O formato foi um sucesso, e podemos citar a banda <a href="http://www.myspace.com/arcticmonkeys">Arctic Monkeys</a> como o símbolo da &#8220;<em>geração MySpace</em>&#8220;.</p>
<p><span id="more-469"></span><br />
A parte mais irônica da história da banda britânica é que eles não sabiam que estavam no <strong>MySpace</strong>. Exatamente isso! Eles estavam fazendo tudo no <em>método antigo</em>: gravando demos e distribuindo em shows, mandando música para rádios, etc. Foram fãs que criaram o perfil e promoveram a mega-viralização das músicas. Pouco tempo depois, eles já chamavam atenção de gigantes do mainstream, como <a href="http://www.bbc.co.uk/radio/"><strong>BBC Radio</strong></a> e <a href="http://www.mtv.com/"><strong>MTV</strong></a>, tendo até um release de sucesso na <strong>iTunes Store</strong>. Quando finalmente assinaram com uma gravadora e lançaram o primeiro disco, o resultado não poderia ser outro: <em>recorde mundial de vendas no lançamento</em>!</p>
<div id="attachment_473" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="http://fimbria.com.br/wp-content/uploads/2009/12/arcticwhateverpeoplesay.jpg" alt="Capa do disco de estréia da banda, Whatever People Say I Am, That&#039;s What I&#039;m Not, que vendeu 363.735 cópias no primeiro fim-de-semana!" title="arcticwhateverpeoplesay" width="500" height="500" class="size-full wp-image-473" /><p class="wp-caption-text">Capa do disco de estréia da banda, Whatever People Say I Am, That's What I'm Not, que vendeu 363.735 cópias no primeiro fim-de-semana!</p></div>
<p>Este caso específico do mercado fonográfico simboliza uma revolução em todos os segmentos do entretenimento. O que o <strong>MySpace</strong> foi para a música, o <strong><a href="http://www.youtube.com/">YouTube</a></strong> foi para os videos, o <a href="http://ww.fotolog.com/"><strong>Fotolog</strong></a> e o <a href="http://www.flickr.com/"><strong>Flickr</strong></a> foram para imagens, o <strong><a href="http://www.blogger.com/">Blogger</a></strong> e o <strong><a href="http://www.wordpress.com/">WordPress</a></strong> para textos e assim por diante. De repente, não é só a <em>banda de MySpace</em> que estava sendo comparada às do <em>mainstream</em>. Passamos a reconhecer blogueiros como editores (exemplo recente é o <a href="http://www.brainstorm9.com.br/2009/09/29/cnn-lanca-aplicativo-para-iphone-e-incentiva-o-jornalismo-cidadao/">texto do Carlos Merigo</a> que foi usado na prova do concurso para o Ministério da Comunicação), celebridades de YouTube como as de TV (quem não conhece o <a href="http://twitter.com/ahnao">anão</a> da infame Dança do Quadrado, ou então Jeremias José, o bêbado mais cool do Brasil?), twiteiros como formadores de opinião (<a href="http://twitter.com/twittess">Twittess</a>, <a href="http://twitter.com/cardoso">Cardoso</a>…)!</p>
<div id="attachment_474" class="wp-caption aligncenter" style="width: 446px"><img src="http://fimbria.com.br/wp-content/uploads/2009/12/redesociais.jpg" alt="Em quais destas você possui perfil?" title="redesociais" width="436" height="500" class="size-full wp-image-474" /><p class="wp-caption-text">Em quais destas você possui perfil?</p></div>
<p>Nos anos 2.000, qualquer um passou a gerar conteúdo e ter um público que, grande ou pequeno, era um público fiel e apreciador! Os artistas não dependiam mais dos veículos para divulgarem seu trabalho: a internet era um veículo público, gratuito e de grande alcance. Nos anos 2.000 alcançamos a democratização da informação e do entretenimento.</p>
<p>Leia os outros artigos da série <a href="http://fimbria.com.br/tag/retrospectiva/">Os Anos 2.000</a>:<br />
1. <a href="http://fimbria.com.br/2009/12/01/os-anos-2-000-intro/">Retrospectiva da Era da Informação</a><br />
2. <a href="http://fimbria.com.br/2009/12/04/os-anos-2-000-voce-comanda-a-tv/">Você comanda a TV!</a><br />
3. <a href="http://fimbria.com.br/2009/12/09/os-anos-2-000-itunes-store/">Entretenimento sob demanda</a></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Os Anos 2.000 &#8211; Entretenimento sob demanda</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Dec 2009 03:21:34 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[retrospectiva 2000]]></category>
		<category><![CDATA[steve jobs]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje vou falar de uma das principais mudanças culturais desta década: a forma como temos acesso ao entretenimento. Esta indústria já entrou nos anos 2000 abalada: softwares como Kazaa, Audiogalaxy e o famigerado Napster promoviam a distribuição gratuita de arquivos, em especial músicas no formato mp3. Foram diversas as tentativas das gravadoras de conter o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje vou falar de uma das principais mudanças culturais desta década: a forma como temos acesso ao entretenimento. Esta indústria já entrou nos anos 2000 abalada: softwares como <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Kazaa"><strong>Kazaa</strong></a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Audiogalaxy"><strong>Audiogalaxy</strong></a> e o famigerado <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Napster"><strong>Napster</strong></a> promoviam a distribuição gratuita de arquivos, em especial músicas no formato <em>mp3</em>. Foram diversas as tentativas das gravadoras de conter o avanço, mas a cada processo judicial ganho, os softwares e usuários se multiplicavam ainda mais. Quando tudo parecia perdido para o mundo da música, uma mente brilhante de um mercado até então sem muita conexão com este trouxe a salvação.</p>
<div id="attachment_431" class="wp-caption aligncenter" style="width: 522px"><img src="http://fimbria.com.br/wp-content/uploads/2009/12/Napster-1023x263.jpg" alt="Se você sentiu nostalgia ao ver esta logo, parabéns, você é um nerd ancião da internet!" title="Napster" width="512" height="132" class="size-large wp-image-431" /><p class="wp-caption-text">Se você sentiu nostalgia ao ver esta logo, parabéns, você é um nerd ancião da internet!</p></div>
<p>Em 2003, <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Steve_Jobs">Steve Jobs</a></strong> resolveu entrar no mercado dos <em>mp3 players</em>. O problema é que outras empresas de renome (como a <strong><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Walkman#Early_Releases">Sony</a></strong> por exemplo) já estavam presentes. Para obter sucesso, algo inoavdor precisaria ser apresentado. Por isso, junto com o seu <strong>iPod</strong>, a <strong>Apple</strong> lançou a <strong>iTunes Store</strong>: uma loja online de músicas. Qual foi a sacada? Primeiro o preço: em vez de pagar em torno de 25 dólares por CD (com 14 músicas, indiferente se você gostou de uma ou de todas), cada música avulsa custaria próximo de <em>1 dólar</em>. Em segundo, a logística: não havia CD, não havia loja física, não havia frete. O consumidor comprava do conforto de sua casa, baixava o arquivo em seu computador e pronto! E terceiro, a ausência do sentimento de culpa. O <strong>download</strong> era <strong>legal</strong>.<br />
<div id="attachment_433" class="wp-caption aligncenter" style="width: 522px"><img src="http://fimbria.com.br/wp-content/uploads/2009/12/Captura-de-tela-2009-12-09-às-00.55.20.JPG" alt="E a Store não é acessível pelos browsers normais, apenas pelo iTunes!" title="itunesstore" width="512" height="361" class="size-full wp-image-433" /><p class="wp-caption-text">E a Store não é acessível pelos browsers normais, apenas pelo iTunes!</p></div></p>
<p>Em pouco tempo, as gravadoras começaram a reviver. O download ilegal continuou existindo, claro, mas este novo nicho encontrado foi suficiente para manter os caixas saudáveis. Ao longo da década muitos atritos com a <strong>Apple</strong> levaram as gravadoras a ameaçarem sair da loja online, mas no fundo elas sabiam que não tinham escolha. O formato de música em mídia, que nasceu no LP, foi pro K7 e estava no CD, havia morrido para sempre.</p>
<p><span id="more-430"></span><br />
Mas não pára por aí: com os avanços tecnológicos, a banda larga foi se popularizando e possibilitando o download de arquivos mais pesados. Na segunda metade da década quem começou a sofrer com os downloads foi a <strong>indústria cinematográfica</strong>! E como num <em>replay</em>, o mesmo processo foi seguido: começou com o total desespero, o dilúvio de processos judiciais, a tentativa de extinção do <strong><a href="http://www.thepiratebay.org/">The Pirate Bay</a></strong> (assim como foi feito com o Napster), a quebra das locadoras de video (assim como acontecera com as lojas de CD) e terminou com a mesma solução sendo encontrada.<br />
<div id="attachment_435" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><a href="http://thepiratebay.org/"><img src="http://fimbria.com.br/wp-content/uploads/2009/12/thepiratebay.jpg" alt="A história deste site é interessantíssima. Eles chegaram até a tentar fundar um país para fugir das leis de direitos autorais. Vale a pena conhecer!" title="thepiratebay" width="468" height="468" class="size-full wp-image-435" /></a><p class="wp-caption-text">A história deste site é interessantíssima. Eles chegaram até a tentar fundar um país para fugir das leis de direitos autorais. Vale a pena conhecer!</p></div></p>
<p>Atualmente além de música, temos filmes na <strong>iTunes Store</strong>, mas em um modelo diferente: eles são <strong>locáveis</strong>, não compráveis. Como funciona? Você escolhe no catálogo, paga, efetua o download como nas músicas, porém este arquivo só funcionará por 48 horas. Como nas antigas locações. Para fugir da falência global, empresas como a <strong><a href="http://www.blockbuster.com/">Blockbuster</a></strong> tiveram que aderir à evolução e hoje contam com locadoras online neste modelo.</p>
<div id="attachment_437" class="wp-caption aligncenter" style="width: 522px"><img src="http://fimbria.com.br/wp-content/uploads/2009/12/Captura-de-tela-2009-12-09-às-01.09.54-1024x735.jpg" alt="Eles até tentam um tipo de Mídia Delivery, mas o sucesso mesmo é o download!" title="blockbuster" width="512" height="368" class="size-large wp-image-437" /><p class="wp-caption-text">Eles até tentam um tipo de Mídia Delivery, mas o sucesso mesmo é o download!</p></div>
<p>E a terceira mídia passando por mudanças agora é o <strong>livro</strong>. Isso mesmo: com o crescente download de livros no formato <em>PDF</em>, a venda do artefato físico caiu também, e é nesse cenário que a <strong>Amazon</strong> introduziu o tal do <strong>Kindle</strong>. O que é o <strong>Kindle</strong>? É este aparelho que você vê na foto abaixo, no qual seus netos irão ler todo o conteúdo daquele monte de livro empoeirado da sua estante. Da mesma forma que músicas e filmes, os livros agora são comprados online e baixados para o <em>gadget</em>.</p>
<div id="attachment_438" class="wp-caption aligncenter" style="width: 522px"><img src="http://fimbria.com.br/wp-content/uploads/2009/12/kindle1-1024x1004.jpg" alt="Ele permite até que você rasure seu livro, na tentativa de reproduzir fielmente a experiência original!" title="kindle1" width="512" height="502" class="size-large wp-image-438" /><p class="wp-caption-text">Ele permite até que você rasure seu livro, na tentativa de reproduzir fielmente a experiência original!</p></div>
<p>Eu poderia escrever mais uns 5 parágrafos falando de cada mídia, mas prefiro não me alongar. Acredito que ficou claro para todos nós que as <em>gravadoras, produtoras e editoras</em> perderam o comando do mercado. Agora <strong>quem comanda somos nós</strong>: o catálogo todo está a nossa disposição e iremos comprar exatamente o que queremos ouvir, ver ou ler. E se tentarem manipular? Bem… O download ilegal estará sempre aí.</p>
<div id="attachment_439" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img src="http://fimbria.com.br/wp-content/uploads/2009/12/cdfim.jpg" alt="O destino de todas as mídias físicas!" title="cdfim" width="400" height="266" class="size-full wp-image-439" /><p class="wp-caption-text">O destino de todas as mídias físicas!</p></div>
<p>Este artigo se completa com o próximo capítulo da série, no qual falarei sobre a famosa <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Cauda_Longa">teoria da Cauda Longa</a></strong>. Se ainda está díficil entender o choque cultural causado pela internet, tenho certeza de que ficará bem claro no próximo post!</p>
<p><em>Update: Coincidentemente, hoje mais um passo foi dado neste assunto! Gravadoras lançam um site em parceria com o YouTube para disponibilizar videoclips! <a href="http://blog.estadao.com.br/blog/link?title=gravadoras_lancam_novo_site_em_parceria&#038;more=1&#038;c=1&#038;tb=1&#038;pb=1">Clique aqui</a> para ver, a dica foi do <a href="http://twitter.com/WebWagner">@WebWagner</a>!</em></p>
<p>Confiram o que já foi postado na série <a href="http://fimbria.com.br/tag/retrospectiva/">Os Anos 2.000</a>:<br />
1. <a href="http://fimbria.com.br/2009/12/01/os-anos-2-000-intro/">Retrospectiva da Era da Informação</a><br />
2. <a href="http://fimbria.com.br/2009/12/04/os-anos-2-000-voce-comanda-a-tv/">Você comanda a TV!</a></p>
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		<title>Os Anos 2.000 &#8211; Você comanda a TV!</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Dec 2009 13:21:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mohajar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Papo Cabeça]]></category>
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		<description><![CDATA[Se você nasceu antes dos anos 90, com certeza cresceu em um mundo dominado pela TV. Fomos ensinados a termos o Jornal Nacional como a verdade absoluta em notícias, as novelas da Globo formaram a personalidade de várias gerações e os programas de auditório inteligentíssimos (sic) eram o supra-sumo do entretenimento. As poucas emissoras decidiam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se você nasceu antes dos <strong>anos 90</strong>, com certeza cresceu em um mundo dominado pela <strong>TV</strong>. Fomos ensinados a termos o <strong>Jornal Nacional</strong> como a verdade absoluta em notícias, as novelas da <strong>Globo</strong> formaram a personalidade de várias gerações e os programas de auditório <em>inteligentíssimos</em> (sic) eram o supra-sumo do entretenimento. As poucas emissoras decidiam qual conteúdo seria entregue ao seu público e <em>é claro</em> que era uma decisão rodeada por interesses particulares.  Os mais inteligentes perceberam o absurdo e tentaram lutar por liberdade mas… Sem televisão, como o povo iria se entreter, se informar, se distrair? Não havia substituto para a televisão, então ela resistiu.</p>
<div id="attachment_408" class="wp-caption aligncenter" style="width: 330px"><img src="http://fimbria.com.br/wp-content/uploads/2009/12/tv.jpg" alt="Dorgas, mano!" title="tv" width="320" height="302" class="size-full wp-image-408" /><p class="wp-caption-text">Dorgas, mano!</p></div>
<p>Porém o avanço tecnológico veio e finalmente as coisas começaram a mudar. Da mesma forma que nos <strong>anos 50</strong> ter uma TV era luxo, no início da década a <em>classe A</em> já experimentava a <strong>internet</strong>. O conteúdo era livre: além daqueles poucos grupos manipuladores, <strong>qualquer um</strong> com uma idéia e um pouco de tempo publicava seu conteúdo. O boom dos sites pessoais, do <a href="http://www.hpg.com.br/">HPG</a>, do <a href="http://www.kit.net/">Kit.Net</a> e do <a href="http://br.geocities.yahoo.com/index.php">Geocities</a> foi o primeiro passo rumo à era do <strong>conteúdo gerado pelo usuário</strong>, mas ainda faltavam algumas coisas.</p>
<div id="attachment_409" class="wp-caption aligncenter" style="width: 652px"><img src="http://fimbria.com.br/wp-content/uploads/2009/12/Captura-de-tela-2009-12-04-às-02.16.15.JPG" alt="Qualquer um com mais de 6 anos de internet já teve site no hpG!" title="hpg" width="642" height="244" class="size-full wp-image-409" /><p class="wp-caption-text">Qualquer um com mais de 6 anos de internet já teve site no hpG!</p></div>
<p>Para ganhar relevância, era preciso encontrar uma forma de organizar tanta informação. E para ganhar praticidade, o <em>audiovisual</em> precisava substituir o texto e as imagens. E então três funcionários do <a href="http://www.paypal.com/">PayPal</a> tiveram a idéia de criar uma espécie de <em>televisão colaborativa</em>. Os próprios usuários criariam os videos e eles os hospedariam e os disponibilizariam. Não haveria uma <em>grade de programação</em>: todos os videos estariam disponíveis o tempo todo, o telespectador decidiria o que assistiria e quando. Nascia assim a TV feita por você, a &#8220;<em>VocêTV</em>&#8220;, ou na gíria, &#8220;<em>VocêTubo</em>&#8220;. Sim caros amigos, em maio de 2005 nascia o <strong><a href="http://www.youtube.com/">YouTube</a></strong>.</p>
<div id="attachment_416" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img src="http://fimbria.com.br/wp-content/uploads/2009/12/youtube-logo21-300x212.jpg" alt="Broadcast Yourself!" title="youtube" width="300" height="212" class="size-medium wp-image-416" /><p class="wp-caption-text">Broadcast Yourself!</p></div>
<p><span id="more-407"></span><br />
O boom foi instantâneo: ajudado pela inclusão digital, em um ano o site já era um dos mais visitados da internet e já acumulava brigas judiciais com 3 grandes grupos de comunicação, por conta de violação de direitos autorais. Para superar estas dificuldades e todas que estavam por vir, seria necessário um grupo forte por trás do projeto. E foi em setembro de 2006, pela bagatela de US$1.650.000.000,00 (<strong>1,65 bilhão de dólares!</strong>), que a gigante <a href="http://www.google.com/">Google</a> comprou o YouTube. E aí o outro problema foi sanado: não existe no mundo um algoritmo melhor que o de <em>Mountain View</em> para organizar informações!</p>
<img src="http://fimbria.com.br/wp-content/uploads/2009/12/Captura-de-tela-2009-12-04-às-02.22.36.JPG" alt="Parte da &quot;coleção&quot; de subsites do Google, que o YouTube passou a fazer parte!" title="google" width="510" height="641" class="size-full wp-image-411" />
<p>E foi sob a tutela do <strong>Google</strong> que o <strong>YouTube</strong> se consolidou como o &#8220;TV Killer&#8221;. Acordos foram feitos com gravadoras e emissoras, publicidade foi adicionada para gerar rentabilidade e o site consta hoje como o 4o mais visitado do Brasil e do mundo! Foi meio de formação de diversas celebridades recentes, como <a href="http://www.youtube.com/watch?v=xRbYtxHayXo">Susan Boyle</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=87xcp4FeQSI">Jeremias José</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Oh5Atzm4tgk">Joseph Climber</a>, <a href="http://http://www.youtube.com/watch?v=K2cYWfq--Nw">Daft Hands</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Ktgsn_G59os">Dança do Quadrado</a>, palco de perdição de velhas celebridades, como <a href="http://www.youtube.com/watch?v=6w9MpztV4gk">Vanusa e o hino nacional</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=e3K4JcQy84o">Fernando Vanucci e a Itáááália</a>, <a href="http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,AA1286686-7084,00.html">Daniela Cicarelli e seu sex on the beach</a> e, principalmente, é aonde as pessoas armazenam seus videos pessoais, para ver posteriormente e mostrar para os amigos.</p>
<p><object width="445" height="364"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/6qc3W6Bh-f4&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;color1=0x234900&#038;color2=0x4e9e00&#038;border=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/6qc3W6Bh-f4&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;color1=0x234900&#038;color2=0x4e9e00&#038;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="445" height="364"></embed></object><br />
<em>Josias, o galanteador do século XXI, também é uma celebridade de YouTube!</em></p>
<p>O YouTube revolucionou a comunicação pois ele deu liberdade ao telespectador. Hoje, se você quer ver uma série você encontra os episódios lá (e muitos legalizados). Se quer ver um clipe, as gravadoras o diponibilizaram lá. Busca humor? Ele está lotado de videos de stand-up comedy. Se quer apenas mostrar o video que você fez no show, é só fazer o upload e mostrar para os amigos. E você não precisa adequar sua rotina à programação dele! O YouTube chegou a tal proporção que já está fazendo publicidade no mundo real! Isso é revolucionário, se tratando de uma marca que vende um serviço exclusivamente online!</p>
<img src="http://fimbria.com.br/wp-content/uploads/2009/12/Captura-de-tela-2009-12-04-às-02.35.31.JPG" alt="Anúncio em jornal impresso, dizendo que o YouTube &quot;pegou&quot; a TV." title="jornal" width="431" height="561" class="size-full wp-image-413" />
<p>Com um canal destes, responda sinceramente: Pra que vai servir a televisão nos proximos anos? O aparelho talvez continue existindo, mas ele será um simples monitor, aonde você plugará seu computador para assistir um video em alta-qualidade que você achou na internet!</p>
<p>Confira a parte 1 da série Os Anos 2.000: <a href="http://fimbria.com.br/2009/12/01/os-anos-2-000-intro/">Retrospectiva da década da informação!</a></p>
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		<title>Os Anos 2.000 &#8211; Retrospectiva da década da informação</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 11:10:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mohajar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Papo Cabeça]]></category>
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		<description><![CDATA[Estamos a exatamente um mês do final de 2009 e, mais do que um ano novo, entraremos em uma década nova. Junto com essa mega-virada, vem também o momento clichê das retrospectivas e, como nos anos 2000 a comunicação foi um dos principais fatores que revolucionaram o mundo, o Fímbria não poderia deixar de tocar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--:pt-->Estamos a exatamente um mês do final de 2009 e, mais do que um ano novo, entraremos em uma <strong>década nova</strong>. Junto com essa mega-virada, vem também o momento clichê das <em>retrospectivas</em> e, como nos anos 2000 a comunicação foi um dos principais fatores que revolucionaram o mundo, o <strong>Fímbria</strong> não poderia deixar de tocar no assunto.</p>
<div id="attachment_381" class="wp-caption aligncenter" style="width: 360px"><img src="http://fimbria.com.br/wp-content/uploads/2009/11/National_Park_Service_9-11_Statue_of_Liberty_and_WTC_fire.jpg" alt="O orgulho americano sendo ferido diante do mundo todo, via TV e internet" title="wtc" width="350" height="265" class="size-full wp-image-381" /><p class="wp-caption-text">O orgulho americano sendo ferido diante do mundo todo, via TV e internet</p></div>
<p>A revolução ocorrida nos últimos anos pode ser considerada a &#8220;<em>quarta revolução industrial</em>&#8220;, pois mudou mais uma vez o item necessário para se ter poder. Se desde a terceira revolução o poder ficava nas mãos de quem possuia <strong>tecnologia</strong>, agora quem possui <strong>informação</strong> está no comando. Não é a toa que o <strong><a href="http://www.google.com/">Google</a></strong> é a marca mais valiosa do planeta (avaliada em meros <strong><a href="http://www.brandz.com/upload/brandz-report-2009-complete-report(1).pdf">100 trilhões de dólares</a></strong>, 24 trilhões a mais do que a segunda colocada <strong>Microsoft</strong>) e que seus fundadores, <strong>Larry Page</strong> e <strong>Sergey Brin</strong>, são as pessoas não-políticas <a href="http://www.forbes.com/2009/11/11/worlds-most-powerful-leadership-power-09-people_land.html">mais influentes do mundo</a>, segundo a <strong>Forbes</strong>.</p>
<div id="attachment_380" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img src="http://fimbria.com.br/wp-content/uploads/2009/11/sergey-larry.jpg" alt="Eles estarão em destaque no livro de história do seu neto, pode apostar!" title="sergey-larry" width="400" height="280" class="size-full wp-image-380" /><p class="wp-caption-text">Eles estarão em destaque no livro de história do seu neto, pode apostar!</p></div>
<p>No <a href="http://www.forumdemarketingcuritiba.com.br/?s=forum&#038;ss=edicoesanteriores">Forum de Marketing</a> do ano passado, <a href="http://twitter.com/walterlongo">Walter Longo</a> disse que as pessoas só sabem que foram parte de uma revolução depois que ela termina, e esta é nossa situação atual. Por isso, hoje inicio a série <strong><a href="http://fimbria.com.br/tag/retrospectiva/">Os Anos 2.000</a></strong>, na qual tentarei mostrar em exemplo práticos da nossa vida cotidiana provas de que estamos em uma fase de transição violenta. Falarei das mudanças na cultura, nas mídias, no comportamento humano, no mundo.</p>
<p><img src="http://fimbria.com.br/wp-content/uploads/2009/11/evolucao.gif" alt="evolucao" title="evolucao" width="580" height="202" class="aligncenter size-full wp-image-382" /></p>
<p>Chega a ser uma enorme pretensão me propor a tal, mas acredito que o resultado será de valia a todos nós. Fiquem ligados no <strong>Fímbria</strong> em dezembro!<!--:--></p>
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