Trabalhar com o marketing de marcas relacionadas a sexo deve ser divertidíssimo, principalmente quando o cliente tem ousadia para brincar com seu serviço. Quando isso acontece, pérolas são criadas e colocadas nas ruas sem o menor escrúpulo, ofendendo cabaços conservadores e entretendo nós, que sabemos que uma brincadeirinha não faz mal a ninguém. Ainda mais com sexo no meio, certo? Vejam estes outdoors:
Eu sempre fui da geração saúde mesmo!
Duro é ver que sua mulher tem um chaveiro de sapinho! (by Treta)
Com a correria, ando sem tempo para escrever posts mais longos (acreditem, estou com vários assuntos para abordar, mas não consigo escrever ), mas não deixarei o blog parado. Hoje vos apresento um site altamente psicodélico, o Neave.
Clique na imagem para visitar o site com ela em movimento!
Ele reune várias animações em flash malucas, mas vou destacar aqui o Strobe. Olhem fixamente para o centro da figura (no site, que ela se mexe, essa estática do Fímbria não serve!) por uns 30 segundos e então olhem rapidamente para qualquer coisa (pode ser sua mão, seu teclado ou sua mãe). Se você fez tudo certo e tem uma visão normal, deverá ver algo “estranho” .
O site reune diversas outras animações divertidas, vale a pena conferir! É como dizem… Like taking él-és-dí, without taking él-és-dí! =P
A dica original foi do @TharikH, no ano passado, mas quem me lembrou desse site recentemente foi o @Willerson!
Quem é acostumado a pagar suas contas pela internet já sabe: não tem coisa pior que atrasar o pagamento, pois os sistemas de Internet Banking não calculam multa e juros, recusando assim o pagamento de qualquer boleto vencido, o que acaba nos obrigando a ir pagar em pontos físicos (agência bancária ou lotérica). Porém, algumas semanas atrás recebi esta dica sensacional (quem deu por favor manifeste-se nos comentários, esqueci quem foi!): o reBoleto – um webapp que gera um novo código de boleto para os títulos vencidos.
Clique na imagem para acessa o site do reBoleto!
O sistema é simples e gratuito. O que ele faz é simplesmente calcular os juros e a multa e gerar um novo código, com o valor atualizado e novo vencimento. Devemos ficar atentos para o fato de que nem toda conta vai funcionar: algumas cobram os juros na conta seguinte (telefone e luz, por exemplo), entre outras exceções que o site do sistema explica. Mas ainda assim, extremamente útil, vai ajudar muito aos desorganizados (como eu).
Todo brasileiro teve seus ídolos na infância. Dependendo da geração, podem ter sido os super-heróis da DC ou da Marvel, podem ter sido Pokémons e Digimons, ou até mesmo live-actions japoneses. Mas além dos heróis, há uma turminha que causa nostalgia em todos nós, independente da idade: a Turma da Mônica!
A Turma da Mônica sempre foi conhecida por ser políticamente correta, possibilitando sua leitura para qualquer idade. O problema disso era a perda dos leitores, pois conforme eles iam entrando na adolescência, acabavam perdendo o interesse nas histórias demasiadamente infantis. Por isso, de uns tempos pra cá, um grupo de excelentes roteiristas está lentamente mudando este “posicionamento” da marca Turma da Mônica, buscando manter leitores por mais tempo. Sempre de forma sutil, um pouco deste humor “fora-da-casinha” que você está acostumado a ver no Fímbria está invadindo as histórias da turma.
E são exatamente estas abordagens sutis, quase que subliminares, que o excelente Porra, Maurício! aborda. Os três quadrinhos deste post foram reproduzidos exatamente como publicados pela editora, e foram divulgados na internet por este tumblr que se dedica a buscar estas piadas mais alternativas da Turma da Mônica, que apelidei carinhosamente de Lado Negro da Turma.
A aceitação dos criadores foi ótima. Tanto Maurício de Sousa, como seus dois melhores roteiristas, Emerson Abreu e Paulo Back, teceram elogios ao site no Twitter. É a visão inovadora dessa nova geração da turma – mais transparente e adulta.
Via uma penca de gente no Twitter, não conseguirei creditar todos!
Antes de mais nada, vamos situar quem não sabe do que se trata esse caso. Devassa é uma marca de cerveja e chopp artesanal criada em 2000 no Rio de Janeiro. Conhecida no eixo Rio-SP como uma bebida premium, foi adquirida pelo Grupo Schincariol em 2007 para ser a opção qualificada do portfólio. Uma grande tacada, já que estava ficando claro que seria impossível tirar da Nova Schin o conceito de cerveja da classe C e abaixo. Desde esta data ela vem sendo testada (especialmente em Curitiba, mercado cobaia das empresas brasileiras) e teve seu lançamento marcado para o carnaval de 2010.
Para o lançamento, não foram economizados esforços e cifras: ninguém menos que a herdeira milionária e celebridade internacional Paris Hilton foi contratada para ser a garota-propaganda da campanha e para estar presente no Espaço Devassa (antigo camarote Nova Schin) nos sambódromos do RJ e de SP. Estima-se que só o cachê da loira custou 700 mil dólares para a empresa, e a campanha irá custar cerca de 100 milhões durante o ano todo.
O teaser da campanha foi uma tentativa de viral: durante o Big Brother, uma chamada mostrava um fotógrafo clicando uma modelo gostosona, mas sem revelar seu rosto e a marca responsável, apenas encerrava com o endereço do site Bem Misteriosa. No site, as pessoas eram convidadas a utilizarem o Twitter para descobrir quem era a tal pessoa misteriosa: teoricamente quanto mais a hashtag #bemmisteriosa fosse postada, mais próximos estaríamos de conhecer a loiraça. Seria uma ótima sacada, não fosse uma pequena falha: algumas pessoas quebraram o código do site e descobriram que o Twitter não influenciava seu funcionamento, a moça só seria revelada quando os administradores quisessem. Já foi um “mini-escândalo” por isso: a proposta do marketing digital é a interação com o consumidor, e você propor uma interação mentirosa é um tiro no pé, certo? Bem… Eu disse “mini-escândalo” pois o pior estava por vir.
Este video acima é o principal da campanha, a chamada de 60 segundos para televisão. Bem normalzão para cervejas brasileiras, né? Pois não é o que o Conar (órgão regulador da propaganda no país) acha. Ontem o comercial foi vetado, de acordo com três denúncias recebidas, alegando que ele é sexista e trata a mulher como objeto. Ah tá! Comercial de cerveja sexista que trata a mulher como objeto? Meu deus que absurdo! Isso nunca aconteceu nesse país! Esses safados da Schincariol deveriam se inspirar na garota do tempo da Skol ou em qualquer propaganda da Kaiser dos ultimos milênios, estas sim tratam a mulher como uma dama, respeitosamente e sem qualquer conotação sexual. ¬¬
Com essa notícia, o escândalo foi maior: o assunto foi comentadíssimo ontem em blogs, no Twitter, na mesa dos bares. O termo Conar chegou até a bater o BBB nos Trending Topics (lista de assuntos mais comentados no Twitter). Mas a questão não é que o comercial da Devassa seja correto. OK, ele realmente é machista (apesar de todo o posicionamento da marca ser assim), mas por que é que ele tem que sair do ar e os da Ambev e da Femsa nunca tiveram?! A Skol chegou até a fazer uma propaganda na qual as pessoas COMPRAVAM mulheres e não enfrentou problemas, sem contar a tal garota do tempo, que tira a roupa para passar a previsão!
Bom, que o Brasil seja o país da hipocrisia e das leis monárquicas todos já sabemos, mas não vamos esquecer que somos também um povo que se sensibiliza por injustiçados. E foi aí que a Devassa triunfou: ela pode até ter perdido seu espaço no horário nobre da TV aberta, mas ganhou inúmeros militantes que agora simpatizam com a marca. Pessoas que sequer notaram no comercial com a Paris Hilton, agora vão beber Devassa para ajudar a marca que o fedepê do Conar sacaneou. O video do comercial proibido já está beirando o meio milhão de views no YouTube, algo absurdo para uma mera propaganda de cerveja sem nada especial. É o tal astroturfing. Quem sabe agora a Schincariol tenha aprendido como é que se ganha o público 2.0, né? Afinal, nem sempre ela terá essa sorte de ir do inferno ao céu em tão pouco tempo…
Post atrasado pois procurei incessantemente o comercial da venda de mulheres. Se alguém tiver link, passa por favor!
Como muitos de vocês sabem, eu sou gerente de marketing na Organnact, uma indústria de suplementos alimentares para animais. Muitos dos nossos produtos possuem um cunho terapêutico, ou seja, servem para a solução de problemas específicos (imunológicos, dermatológicos, sanguíneos etc). Porém devido à legislação retrógrada deste país, enfrentamos muitos problemas na argumentação: o Ministério da Agricultura possui um rol de proibições e exigências longo e confuso, atrapalhando e muito na criação de peças publicitárias e até mesmo rótulos para os produtos. O MAPA é extremamente rigoroso na fiscalização destas leis, o que nos força a estar sempre 100% dentro da linha, mas hoje percebi que na área de alimentação humana a coisa não é tão bem fiscalizada.
Este é o Alpino Fast. Para quem não conhece, a linha Fast é uma linha de bebidas prontas da Nestlé e o Alpino é o achocolatado com sabor de Alpino, como se fosse uma Chocomilk (ou Choco Leite para os catarinas sem criatividade ). Com um nome desses, uma embalagem dessas e uma peça publicitária como a abaixo, você espera que ele tenha sabor de… Alpino, certo?
Pois é, mas e se eu te mostrar o verso do rótulo (aquelas letrinhas miúdas que ninguém lê, a não ser dos Shampoos) e nele estiver escrito o seguinte:
“Este produto não contém chocolate Alpino“. Este produto não contém chocolate Alpino? Então você está me dizendo que… o produto se chama Alpino, ele segue a identidade visual do Alpino, tem a foto de Alpinos no rótulo, a chamada de seu anúncio diz que ele é o “Sabor inconfundível do Alpino para beber em qualquer lugar” e ele não contém chocolate Alpino?! COMO ASSIM NESTLÉ?! Isso quer dizer que eu posso vender suco de laranja sem laranja??? E já que o Alpino Fast é chocolate normal e Alpino, então qual a diferença dele para o Nescau Fast? Eu ainda estou abismado pelo fato desde produto ainda estar na prateleira, já passou da hora de o orgão regulador deste mercado tomar atitudes rigorosas contra a Nestlé, assim como o MAPA toma conosco, porque este caso é quase um deboche com a cara do consumidor.
Todos nós sabemos que a Globo é uma grande agregadora de lixo conteúdo para pessoas burrasdesfavorecidas culturalmente. Já virou senso comum criticar programas como Big Brother Brasil, Zorra Total ou Domingão do Faustão, mas queria chamar a atenção para outros núcleos da rede carioca que até mesmo algumas pessoas com intelecto mais elevado falham em enxergar sua mediocridade. O principal deles é o Fantástico.
O primeiro motivo é simples: o Fantástico é a ferramenta mais poderosa de manipulação que o nosso cidadão Kane tupiniquim possui. O que a Globo decidir que vai ser a nova moda, o novo assunto nas mesas de bar, a nova coqueluche da classe C, ela coloca em uma reportagem na sua revista eletrônica semanal e voilá, febre instaurada.
Até aí nada de errado, afinal, conseguir tal relevância é de certa forma um sonho para qualquer jornalista. O grande problema é que ela é usada de forma a normalmente destruir algo de interesse da emissora. Numa edição eles “provaram” por A mais B que ares condicionados são a coisa mais letal do mundo – e aí na segunda-feira dá-lhe aguentar os pseudo-intelectuais tentando obrigar a empresa a abolir o aparelho em prol de ventiladores. Na outra eles mostram ao país o quanto as pessoas se drogam e se passam nos cruzeiros universitários – e aí veio 2009, o ano com menos festas em alto-mar dos últimos tempos. E o carnaval? Só cresce né, afinal nele ninguém se droga, ninguém extrapola limites e nem nada do tipo, é uma festa bem família. Poderia passar o dia todo aqui citando outras reportagens tendenciosas, mas acho que captaram a mensagem. Assistam depois de amanhã, com certeza vocês identificarão alguma reportagem destruindo a moral de qualquer produto/serviço alheio de forma injusta.
O segundo motivo é o completo descaso com o espectador. No video acima, produzido pelos blogs Chongas e Jacaré Banguela, o sarcasmo de Rafinha Bastos deixa bem clara a preocupação da produção dos jornalísticos em diversificar e inovar seu modelo: nenhuma. O público que assiste à Globo é tão estúpido que está há anos assistindo a exatamente o mesmo conteúdo e sequer se deu conta disso! E não só o modelo de reportagem, mas são os mesmos enredos nas novelas, as mesmas piadas nos humorísticos, a mesma masturbação no video show, tudo sempre igual!
O video acima é longo pois se trata de um filme. Muito Além do Cidadão Kane é um documentário produzido pela BBC no início da década de 90, mostrando toda a podridão da empresa fundada por Roberto Marinho. Ao mesmo tempo que os assuntos parecem velhos (Collor vs. Lula, Diretas Já etc), sentimos que nesses quase 20 anos nada mudou – continuamos vendo ela fazer o que quer com nosso país. Sugiro assistirem o video aqui pelo site mesmo, pois o mesmo é quase impossível de ser encontrado em VHS/DVD, já que ele está proibido de ser executado e comercializado em território nacional. O motivo? Nunca houve um motivo oficial convincente, é basicamente “a pedidos da TV Globo”.
Sonho seria o dia que o Brasil parasse de ser controlado pela Globo. O dia em que as pessoas não perderiam tempo com imbecilidades como o Big Brother (que sinceramente, só serve como estudo do comportamento humano, mas não acredito que quem assista seja exclusivamente psicólogos), não tornariam ídolos pessoas tão vazias, não queimariam fosfato com algo que não acrescenta nada a elas ou ao mundo.
Sonho seria o dia em que os veículos de comunicação fossem transparentes e honestos.
No clima do quinto episódio da sexta temporada de Lost que saiu ontem, apresento a vocês estas camisetas com estampas inspiradas no seriado. Muitas são compreensíveis apenas para quem já está um pouco avançado na série, mas é fato que todas são bem estilosas e eu usaria a maioria sem problemas!