Antes de falar da ação, creio que eu deva apresentar a vocês a cerveja Polar, que por si só já é um case. Todos nós sabemos que o gaúcho é o cara mais bairrista do país. Eles já tiveram um movimento separatista (O Sul é o Meu País), estabeleceram por lei que a pilcha pode ser aceita como traje social, enfim, são como os curitibanos, mas com um estado. E aí que surgiu a grande sacada: uma cerveja genuinamente gaúcha e exclusiva para os gaudérios! A Polar só é produzida lá e só é vendida lá, eles se recusam a vender para fora do estado. O resultado: é a cerveja mais vendida e adorada do estado, superando a líder nacional Skol.
Marca apresentada, vamos à ação. Para explorar a rivalidade de outros dois símbolos do Rio Grande do Sul, uma competição foi criada: os dois grandes times da capital, Internacional e Grêmio, receberão R$100.000,00, mas quanto vai para cada clube é o torcedor quem vai decidir. O mecanismo usado é um hotsite, no qual cada time recebeu R$50.000,00 iniciais e o visitante pode tirar um real do time rival e colocar para o seu. A idéia é mostrar qual a torcida mais engajada do estado!
Explora o amor que o gaúcho tem pelo Rio Grande do Sul e a paixão que o brasileiro tem por futebol. Uma combinação que não podia dar errado. Clique aqui para visitar o hotsite da campanha.
Doze anos atrás, para facilitar a vida dos deficientes visuais, as moedas de Real que eram todas cinzas (porém de tamanhos variados) ganharam coloração identificadora. Hoje foi a vez de rolar o processo inverso com as notas: sempre coloridas e de tamanho único, agora serão diferenciadas também pela sua dimensão! Vejam só as fotos divulgadas pelo Banco Central:
O que mais me agradou nas novas notas foi o design modernoso, achei muito bonito mesmo! Agora elas estão até com cara de Euro hahaha A propósito, o novo tamanho dificultará também golpes baseados na semelhança entre as notas de R$2,00 e R$100,00.
Como muitos já viram em sites de notícias e twitters afora, ontem foi divulgada a lista de indicados ao Oscar. Não que o Oscar seja lá uma premiação com muitos critérios (me desculpem, mas quem tem Titanic e Senhor dos Anéis como maiores premiados da história não merece tanto crédito), mas é fato que é a conta com a maior atenção da mídia e do público, então merece o post.
Os maiores indicados desta edição são Guerra ao Terror (que estréia no Brasil nesta sexta) e, é claro, o super-hypadoAvatar, com 9 categorias. Sobre o primeiro deles me abstenho de opinar, pois ainda não o assisti (mas já o recebo com um pé atrás, por se tratar de um tema já saturado). Já sobre Avatar, bem… Vou ser criticado por isso, mas ele não é tudo isso que estão dizendo. Ok, o visual do filme é animal, o 3D é revolucionário e o universo criado é legal, mas vamos combinar: que enredo fraco, hein! Sugando de diversas fontes (que vão de Matrix a Pocahontas), com 30 minutos de filme você não só sabe como ele vai acabar, como sabe também toda a sequência de acontecimentos que virá pela frente! Honestamente, os prêmios técnicos estão de ótimo tamanho para a produção de James Cameron.
Índios do séc. XXII, do universo de Avatar
Uma surpresa agradabilíssima foram as 8 indicações para Bastardos Inglórios, incluindo a de melhor filme. Como bem disse Victor Mazzei em sua crítica, só mesmo Quentin Tarantino para pegar um tema batidíssimo como o holocauso e fazer um filme de 2h30 tão bom! Completamente imprevísivel e tenso, a película te prende do começo ao fim. Aliás, falando em começo, só a primeira cena do filme já paga o ingresso, a pipoca e até o estacionamento do shopping. Sensacional e merecedor de muitas estatuetas.
I want my scalps!
Poderia destacar aqui também outros grandes merecedores de prêmio, como Distrito 9 e Up, mas não me alongarei pois como todos sabem, cinema não é meu forte. Minhas opiniões são 100% leigas e baseadas em gosto pessoal. Enfim, segue a lista de indicados: Clique aqui para ler mais!
Desde que o Brasil é Brasil, o carnaval é uma data polêmica. Uns criticam a putaria explícita inerente a ele, outros elogiam a valorização da cultura nacional promovida pelo feriado, e há os que viajam para o campo e ignoram sua existência. Bem, eu sempre gostei, afinal, 5 dias de folga, muita festa e curtição são coisas que adoro. O díficil sempre foi aguentar a trilha sonora, baseado em axé, samba e pagode (OK, respeito a cultura nacional, mas não faz parte do meu gosto musical). Porém, para 2010 encontrei a salvação: o carnaval de Santa Catarina, em especial, o da Green Valley!
Com uma programação muito especial, a Green Valley celebra o carnaval contemplando praticamente todas as vertentes da música eletrônica: techno, trance, electro pop, house, minimal e até o famigerado psy! O evento está tão badalado que a DJMag européia fez uma promoção no continente todo, na qual o vencedor ganhou uma viagem para Balneário Camboriu, com direito a ingresso para as cinco festas! Dos 5 dias de festa, falarei com destaque do principal deles: a segunda-feira, que é quando rola o Some Festival.
Como muitos sabem, num ato de extremo preconceito e falta de esclarecimento, o governo de Santa Catarina proibiu a realização de raves no estado. Para tentar driblar esse absurdo, três dos maiores núcleos de música eletrônica do Brasil (a paulista XXXperience, a paranaense Tribaltech e a catarinense Green Valley) se uniram e criaram este evento. O Some Festival conta com três pistas distintas, uma pra cada núcleo: Clique aqui para ler mais!
Quem acompanha o Fímbria há algum tempo já percebeu que o estilo músical preferido aqui é a música eletrônica, mas como praticamente todos deste meio, minhas raízes estão no rock, principalmente do final dos anos 80 e início dos anos 90. Sendo assim, é claro que o show da principal banda de metal do mundo não ia passar batido!
Após uma longa espera de 11 anos (eterna, para fãs incondicionais como eu), o Metallica retorna ao Brasil com a Magnetic Tour. E apesar de ser tour do novo CD (que inclusive está ótimo, vide as faixas The Day That Never Comes e The Unforgiven 3), podemos esperar os melhores clássicos para o show de amanhã no Morumbi: ontem Porto Alegre foi abaixo com um tracklist que, confesso, me emocionei ao ler. Rolou Nothing Else Matters, One, For Whom The Bell Tolls, Enter Sandman, Sad But True, Seek & Destroy e a perfeita Fade To Black, além de outras.
O Metallica tem uma história invejável no mundo da música: com quase 30 anos de estrada e mais de 10 álbuns lançados, a banda mantém a formação original, com exceção do baixista (Cliff Burton morreu em um acidente de carro na década de 80). Apesar disso, pode-se dizer que são camaleões: você pode pegar 3 discos distintos e só saberá que são da mesma banda pela voz do James Hetfield, pois os estilos são muito distintos! Se você não gosta de Metallica por causa de determinada música, sugiro ouvir uma música de outra fase da banda – você pode adorar.
Cartaz do show
O show de Porto Alegre foi ontem e amanhã rola em São Paulo, no Morumbi. Seria retórico dizer que os ingressos estão esgotados desde o ano passado, mas é claro que garanti o meu a tempo e estarei lá prestigiando esta banda que entoou vários hinos da minha adolescência!
Depois de muita expectativa, ansiedade e falação, hoje finalmente foi apresentado ao mundo o iPad: uma mistura de smartphone com notebook que a Apple chama de tablet, mas mais parece um Netbook Killer. E a minha impressão é a mesma que tive sobre o iPhone em 2007: muito bom, mas poderia ser melhor.
Apresentada (ou apresentado? Ainda não sei se irão se referir ao objeto no masculino ou no feminino) hoje pelo Steve Jobs em pessoa, a iPad é um iPod Touch gigante, com algumas (poucas) melhorias. Com tela de LED backlit de 9,7 polegadas (quase o triplo do iTouch/iPhone), ele roda o mesmo sistema operacional dos seus irmãos menores (iPhone OS), com algumas adaptações. Dito isso, já sabemos que:
- Todos os aplicativos da App Store rodarão aqui (seja o no tamanho original, seja em tela cheia);
- Teremos suporte ao multitouch com a melhor resposta do mercado;
- Sincronização com o computador via iTunes;
- Ausência de multitask (a tão criticada impossibilidade do iPhone de rodar dois aplicativos ao mesmo tempo – exceto aplicações nativas como Safari, Mail e iPod);
Uma grande novidade, que vai ajudar a iPad a roubar mercado de muitos NetBooks e até mesmo dO BlackBerry é a versão touch do iWork (iWork é o Office da Apple). Planilhas, documentos e apresentações de slides poderão ser criadas e reproduzidas no aparelho, o que o torna uma ótima ferramenta corporativa.
Outro diferencial que ajudará muito nas vendas é o conceito de reader: para fazer companhia à iTunes Store e à App Store, foi criada a iBookstore. Ou seja, a Apple começará a vender livros digitais para leitura na iPad, inclusive diversas editoras grandes dos EUA (como New York Times por exemplo) já anunciaram que venderão títulos na loja virtual da maçã. Será o fim do Amazon Kindle?
Um ponto muito criticado (assim como a ausência do multitask) é a completa ausência de câmeras: nem na frente, nem atrás. Não é nesta versão que teremos uma video-conferência com ele. Clique aqui para ler mais!
Depois de quase um mês, hoje inicia-se a segunda (e última) parte da série Os Anos 2.000. E para retomar o assunto, ninguém melhor do que o homem que mudou todo o marketing político no ano passado: Barack Obama.
Quando preciso sintetizar em uma oração o porquê dele ter sido tão especial, costumo dizer que é por ter sido pioneiro no uso correto da web 2.0 em campanhas políticas, mas aqui posso ser mais detalhista: Obama reinventou a forma de comunicar-se com os eleitores, arrecadar doações, organizar voluntariado, gerenciar reações da imprensa e da opinião pública, ganhar votos.
Para não deixar este post muito longo, eu dei uma pequena adaptada no slideshow (vulgo PowerPoint) que eu fiz quando tive que dar uma aula sobre o case no ano passado. Fugiremos do modelo de texto corrido, mas é tanto conteúdo que o post tornaria-se massante da forma tradicional.
Toda essa campanha teve coordenação da Blue State Digital, a agência de marketing contratada por Dilma Rousseff para coordenar sua campanha 2010. Foi uma ótima sacada do PT esta contratação, porém, eles não souberam escolher o candidato e por isso eu aposto na falha da versão brasileira deste case. Obama já tinha um estereótipo destinado ao populismo: negro, jovem, carismático, visionário. Ele é a personificação do slogan Change (mudança)! A campanha digital foi, digamos, a forma de comunicar ao público que ele era tudo isso, não foi inventado um perfil pra ele. Já a brasileira é velha, sem carisma, quadrada e com passado duvidoso. Sinceramente? Campanha alguma vai transformá-la numa liderança nacional.
E a gigante das buscas não pára: depois de lançar um celular (seu primeiro empreendimento fora do ramo da publicidade), amanhã a Google iniciará um teste: alguel de filmes pelo YouTube.
No primeiro momento, serão cinco filmes para aluguel: Bass Ackwards, The Cove, One Too Many Mornings, Homewrecker e Children of Invention. Cada um custará US$3.99 e a pessoa terá 24 horas para assistir. O preço aparentemente é salgado, mas se pensarmos que o publico alvo são os filmes alternativos, que enfrentam dificuldade de distribuição (sem ter que apelar para a gratuidade da web), podemos visualizar sucesso para a ferramenta.
Roubei a imagem lá do #9, mas a notícia foi onipresente hoje.
Segundo a Wikipédia, cognição é o ato ou processo de conhecer, que envolve atenção, percepção, memória, raciocínio, juízo, imaginação, pensamento e linguagem, e é exatamente isso que pretendemos proporcionar ao ouvinte do nosso segundo trabalho.
O Boa Viagem já foi considerado altamente introspectivo, mas desta vez fomos além: não só usamos tracks de nomes conhecidos pela atmosfera do seu trabalho (como Stephan Bodzin, Marc Romboy, Gui Boratto), como produzimos uma long intro com quase 6 minutos, que conta inclusive com um videoclipe que a acompanhou no telão em sua execução.
Desta vez, não fazemos uma viagem explícita pelos sentimentos. A levada deste set é mais subliminar: alguns o considerarão melancólico, outros tenso, outros simplesmente introspectivo. Enfim, assistam a intro, ouçam o set e tirem suas conclusões! E é claro, deixem suas opiniões nos comentários!
Para fazer companhia às séries quinzenais que já iniciei aqui no Fímbria, como as Galerias de sábado e os Webcomics de quarta, hoje começarei a falar de marcas ousadas. A idéia é falar de quem faz o improvável com o seu budget de marketing. Sejam campanhas polêmicas, ações criativas de guerrilha ou comerciais com custo digno de filme Hollywoodiano, não importa: o importante é ter culhões para arriscar. Quem é do ramo já tá imaginando algumas figurinhas óbvias que aparecerão por aqui, como Burger King e Doritos, mas vou iniciar pela marca que me estimulou a criar esta série: a cerveja Guinness.
Não é preciso ser um apreciador de cervejas para conhecer a Guinness. A irlandesa super-premium já se tornou item obrigatório da cultura pop, tal como a vodka Absolut: é extremamente cool tomar um chopp Guinness nos pseudo-pubs do Brasil! Mas este posicionamento se deve muito ao seu marketing fora-da-casinha, que sempre surpreende: alguns comerciais bem non-sense (como o A Short Film Called Hands, que lembra muito o viral clássico Daft Hands), outros polêmicos (como o Share With A Friend. Or Two.) e algumas produções caríssimas (como Bring To Life e Evolution). Na sequência você confere estes quatro videos que citei, mas vale a pena fazer uma busca no YouTube para ver outros comerciais sensacionais (como o clássico Tipping Point).